Detetive Especialista, verdade sobre:
Hercule Poirot
Após deixar
a força policial, Hercule Poirot fixa residência em Londres e desponta
como um dos detetives particulares mais famosos da Europa. Lá ele assume
casos geralmente ligados à realeza e elite inglesa. Conhecido pela
aplicação do método e ordem para tudo, Poirot é um autêntico cavalheiro,
um homem de gosto requintado e amante das boas coisas da vida. Tem
hábitos particulares, como a obsessão pela limpeza (detesta ambientes
empoeirados) e uma fixação por simetria e organização metódica. Seus
livros são empilhados na estante de acordo com o peso e, quando toma
café da manhã, acha as torradas simétricas mais deliciosas.
O detetive é
também um homem à moda antiga, admirador de ópera e das mulheres
femininas, exóticas e donas de suas curvas. Fisicamente, é um senhor de
cabeça arredondada, próxima ao formato de um ovo, tem 1,62m, olhos
verdes como os de um gato e bigodes negros, vistosos e bem cuidados.
Estes são, aliás, seu motivo de orgulho. Poirot nunca esquece o retoque
nos bigodes, recorrendo até a um tônico capilar para disfarçar os fios
grisalhos.
"Hercule Poirot parece um personagem de teatro ou cinema. Para começo de conversa, não mede mais do que, digamos, 1 metro e 63 - um homenzinho excêntrico e roliço, já bem maduro, com um formidável bigode e a cabeça oval. Parece o cabeleireiro de uma comédia teatral!"
(Amy Leatheran, Morte na Mesopotâmia)
Hercule
Poirot é um personagem perfeccionista e que despreza a negligência ao se
vestir. Vaidoso, ele costuma usar adornos na lapela e gosta de calçar
sapatos de couro de bico fino. “Um homenzinho meticuloso, sempre
organizando as coisas, preferindo as coisas em pares, preferindo os
quadrados ao invés dos redondos”, descreveu-o Agatha Christie em sua
autobiografia.
Conhecido
como o "detetive das células-cinzentas', gosta de sentar em uma
confortável poltrona e refletir sobre o enigma da vez. É assim que
delineia os contornos da mente de um assassino. “Minha força está no meu
cérebro, e não nos meus pés!”, diz a Hastings, seu parceiro de
aventuras. Por isso mesmo, o belga não acredita em instinto ou sorte;
ele prefere ser reconhecido por seu conhecimento e experiência exímios,
habilidades que aperfeiçoa com o passar dos anos e dos casos. Um crime
nada mais é do que um quebra-cabeças em construção.
Hercule
Poirot foi protagonista de 33 romances e 54 contos de Agatha Christie.
Em setembro de 1975, ele se despediu da literatura no livro “Cai o
Pano”. Agatha Christie matou seu personagem mais famoso para que, após a
morte dela própria, ninguém mais escrevesse sobre ele. O livro foi
escrito em 1940, mas ficou guardado no cofre de um banco por 35 anos,
esperando o momento em que a autora julgasse apropriado publicá-lo. Isso
aconteceu um ano antes de sua morte. As décadas entre 1910 e 1930 foram
um período marcante na cronologia dos romances de suspense,
historicamente reverenciadas como a “Época de Ouro da Ficção Policial”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário