quarta-feira, 10 de abril de 2013

Detetive especialista, verdade sobre Nero Wolfe

Detetive especilaista, Verdade sobre:

Nero Wolfe

Nero Wolfe, personagem criado por Rex Stout em 1934, é pouco conhecido no Brasil. Orquidófilo, preguiçoso e dono de uma barriga de respeito, ele faz o tipo do detetive de poltrona, daqueles que resolvem casos no conforto do seu escritório. Recluso incondicional, conta com o assistente Archie Goodwin para executar tarefas que envolvam botar o pé para fora de casa.
Wolfe é natural da Iugoslávia. Após imigrar para os Estados Unidos, tornou-se detetive particular e se estabeleceu no ramo. Sua fama de além-mares cresceu por causa da eficiência com que resolve os crimes mais escabrosos. Em momentos de crise, até a polícia conta com sua ajuda. Independente do cliente, a regra do jogo é clara: quem dá a última palavra é sempre Nero Wolfe. De humilde, ele não tem nada.
O detetive pesa em torno de 130 kg. Há duas variáveis que contribuem para esse acúmulo adiposo de bagagem: sua paixão por comida e a natureza absolutamente sedentária. Ao seu dispor, está o cozinheiro suíço Fritz Brenner, especialista no preparo de pratos pra lá de requintados. No quesito exercício, Wolfe merece nota zero. Suas únicas práticas aeróbicas resumem-se em levantar copos e apertar os botões de seu elevador particular. Das ocupações diárias, nada lhe dá mais prazer do que namorar as preciosas orquídeas que cultiva no telhado. Seu orquidário, abastecido com 10 mil exemplares destas espécies, é tratado pelo jardineiro Theodore Horstmann. A paixão pelas orquídeas é tanta que Wolfe tem até hora marcada para visitá-las: toda manhã, refugia-se na estufa das 9 às 11 horas e, à tarde, o encontro é das 16 às 18 horas. E ai daquele que o perturbar durante as sessões sagradas com suas flores.
Quando o assunto é trabalho, Nero Wolfe tem uma equipe inteira ao seu dispor. Além de Archie, ele emprega outros agentes sempre que o caso exige uma movimentação maior. Seu papel resume-se em raciocinar, deduzir e apontar o culpado. Uma das estratégias mais usadas pelo detetive são reuniões promovidas em seu escritório, onde junta todos os suspeitos de um caso e estimula situações de confronto, abstraindo informações determinantes. Em interrogatórios, Nero Wolfe é duro, impaciente e geralmente mal-educado. Quando raciocina, adota feições e modos distintos: reflete fechando os olhos, puxa os lábios repetidamente e faz movimentos circulares com o polegar. E, quando se cansa de alguma situação, esquece o problema por algumas horas e ocupa-se lendo poesias, desenhando cavalos ou catalogando fichas de flores, um hábito que deixa seu assistente maluco!
Do primeiro livro, Serpente, de 1934, até o último, Caso de Família, de 1975, Nero Wolfe estrelou 46 romances e 27 de contos. Ele é um personagem único, cheio de manias e excentricidades, e de feições e formas acentuadas. Por isso mesmo, Nero Wolfe é mais um personagem clássico das histórias policiais. Conquista fãs ainda hoje, passados trinta e cinco anos desde sua última aventura.

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