Detetive Especialista
Egito libera Mubarak em caso de homicídio, mas ex-ditador segue preso
O Tribunal de Apelação do Cairo, no Egito, ordenou nesta segunda-feira a liberdade provisória do ex-ditador Hosni Mubarak no processo por homicídio pela morte de manifestantes durante a revolta que o derrubou, em 2011. No entanto, ele continua preso por acusações de corrupção.
A medida foi autorizada pelo juiz Mohammed Reda Shaukat após recurso da defesa, que tinham pedido sua libertação ao entender que expirou a medida cautelar contra o ex-ditador, que tem duração máxima de dois anos.
Porém, a soltura não acontecerá porque a Procuradoria-Geral emitiu uma nova ordem de prisão por corrupção na semana passada. No processo, Mubarak, sua mulher e seus dois filhos são acusados de se apropriar de forma ilícita de fundos públicos reservados para as despesas do palácio presidencial.
"Os advogados de Mubarak estão tentando conseguir sua libertação para que abandone o país, mas achamos que a Procuradoria não permitirá, já que não assumirá perante o povo a responsabilidade de deixá-lo livre e poder sair do país", disse o magistrado.
Essa opinião é compartilhada por outro advogado de acusação, Emad Awad al Shidi, que lembrou que já tinham previsto a decisão de hoje do tribunal, mas que afirmou que Mubarak "terá que cumprir os períodos de prisão preventiva por cada um dos três casos de corrupção que tem pendentes".
Dezenas de partidários do ex-presidente se reuniram nos arredores da Academia de Polícia, onde foi realizada a audiência por questões de segurança, para cantar slogans como "Mubarak está em nossos corações".
O ex-mandatário, que governou o Egito durante três décadas até a revolução de 2011, foi transferido nesta manhã para a academia entre fortes medidas de segurança.
Desde finais de dezembro, está internado por motivos de saúde no Hospital Militar de Maadi, embora a Procuradoria tenha pedido um relatório sobre seu estado para estudar a possibilidade de voltar à prisão.
Mubarak está sendo julgado de novo desde no sábado ela morte de manifestantes durante a revolução, depois que em janeiro um tribunal anulou a sentença à prisão perpétua que pesava contra ele.
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