Detetive especialista, sobre:
Pentágono acredita que Coreia do Norte está perto de ter míssil nuclear
- A avaliação da Agência de Inteligência de Defesa adverte, no entanto, que a ‘confiabilidade do armamento é baixa’
- Em resposta, porta-voz do Pentágono afirmou que seria ‘inexato’ sugerir que Coreia do Norte provou que tem a capacidade de lançar míssil
WASHINGTON — Uma nova avaliação da capacidade nuclear da Coreia do
Norte, conduzida pelo braço de inteligência do Pentágono concluiu, pela
primeira vez - com “alguma certeza” - que o país aprendeu a fazer uma
ogiva nuclear com tamanho suficiente para ser lançada por um míssil. O
documento da Agência de Inteligência de Defesa, produzido em março, foi
distribuído a integrantes do alto escalão do governo americano e a
parlamentares. A informação sobre a possível evolução no programa de
armas nucleares norte-coreano foi feita pelo deputado republicano Doug
Lamborn durante uma audiência sobre orçamento na comissão de Forças
Armadas da Câmara americana. Em resposta, o Pentágono afirmou que seria
“inexato” sugerir que a Coreia do Norte provou que tem a capacidade de
lançar um míssil. Mais cedo, o ministro da Unificação sul-coreano
convidou o Norte ao diálogo e lamentou a decisão do governo de suspender
a operação do complexo industrial Kaesong.
A avaliação da agência adverte, no entanto, que a “confiabilidade do armamento é baixa”, aparentemente uma referência à dificuldade do Norte em desenvolver mísseis precisos - ou, talvez, aos enormes desafios técnicos necessários para lançar uma ogiva capaz de sobreviver aos rigores de voo e detonar em um alvo específico. Após sua divulgação, o porta-voz do Pentágono, George Little, afirmou que “seria incorreto sugerir que o regime norte-coreano foi totalmente testado, desenvolvido ou demonstrou as capacidades nucleares referidas no documento”.
Em fevereiro, quando a Coreia do Norte anunciou ter conduzido seu terceiro teste nuclear, a agência estatal do país informou que havia sido usado um dispositivo nuclear menor e mais leve, mas a dúvida sobre se o regime teria capacidade para incluir uma arma atômica em um de seus mísseis continuava. O órgão responsável pela avaliação é um dos que defendeu de forma mais veemente que o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa - algo jamais comprovado, mas o suficiente para levar à invasão do Iraque pelos EUA na década passada.
Nesta quinta-feira, o presidente Barack Obama afirmou que os Estados Unidos trabalham diplomaticamente para reduzir as tensões com a Coreia do Norte, mas advertiu que Washington iria tomar “todas as medidas necessárias” para proteger o país e seus aliados.
- Este é o momento de a Coreia do Norte acabar com este tipo de abordagem agressiva que tem tomado e tentar acalmar os ânimos. Ninguém quer ver um conflito na Península Coreana - disse Obama a jornalistas durante uma reunião na Casa Branca com o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.
O documento da agência, produzido em março, foi distribuído a integrantes do alto escalão do governo americano e a parlamentares. A informação sobre a possível evolução no programa de armas nucleares norte-coreano foi feita pelo deputado republicano Doug Lamborn no meio de uma audiência sobre orçamento na comissão de Forças Armadas da Câmara americana com a presença do secretário de Defesa, Chuck Hagel, e do chefe do estado-maior conjunto das Forças Armadas, general Martin Dempsey. O militar lembrou a Lamborn que o relatório citado pelo deputado poderia ser confidencial e se absteve de falar sobre o tema. O texto do relatório foi obtido pelo jornal.
“A DIA avalia com moderada confiança que (a Coreia do) Norte atualmente tem armas nucleares capazes de liberação por mísseis balísticos, no entanto a confiabilidade será baixa”, disse Lamborn, citando o relatório da agência sobre o assunto.
Uma fonte oficial afirmou depois que a citação feita por Lamborn constava em um trecho do estudo que havia sido erroneamente colocado sob sigilo e que o deputado não fez nada de errado ao divulgar a declaração. Lamborn não disse qual seria o possível alcance dos mísseis nucleares.
Coreia do Sul pede diálogo
Especialistas dentro e fora do governo discordam a respeito de até que ponto a Coreia do Norte conseguiu desenvolver e fabricar um dispositivo nuclear que seja suficientemente pequeno para o uso em uma ogiva de míssil. Alguns acreditam que os norte-coreanos conseguiriam produzir um artefato que coubesse em mísseis antiquados, de alcance intermediário. Outros especialistas duvidam disso.
Seja como for, há dentro do governo dos Estados Unidos o consenso de que a Coreia do Norte não possui por enquanto uma bomba atômica que pudesse caber em mísseis de mais longo alcance, eventualmente capazes de atingir territórios norte-americanos.
Diante de crescentes ameaças norte-coreanas, a Coreia do Sul convidou Pyongyang ao diálogo nesta quinta-feira. Até o momento, Seul havia rejeitado categoricamente qualquer iniciativa de se sentar à mesa de negociações, acreditando que fazê-lo só alimentaria a provocação do Norte. Os países do G8, em reunião em Londres, pediram ainda à Coreia do Norte que evite mais provocações.
Em um comunicado transmitido nacionalmente, ministro da Unificação sul-coreano Ryoo Kihl-jae, lamentou a recente decisão do Norte de suspender a operação do complexo industrial Kaesong, o maior símbolo de cooperação entre as Coreias, e pediu ao país vizinho para não elevar ainda mais as tensões na Península Coreana.
- Esta é uma declaração pública de que o problema do complexo industrial Kaesong e os atos beligerantes do Norte devem ser resolvidos por meio do diálogo - disse o ministro.
A avaliação da agência adverte, no entanto, que a “confiabilidade do armamento é baixa”, aparentemente uma referência à dificuldade do Norte em desenvolver mísseis precisos - ou, talvez, aos enormes desafios técnicos necessários para lançar uma ogiva capaz de sobreviver aos rigores de voo e detonar em um alvo específico. Após sua divulgação, o porta-voz do Pentágono, George Little, afirmou que “seria incorreto sugerir que o regime norte-coreano foi totalmente testado, desenvolvido ou demonstrou as capacidades nucleares referidas no documento”.
Em fevereiro, quando a Coreia do Norte anunciou ter conduzido seu terceiro teste nuclear, a agência estatal do país informou que havia sido usado um dispositivo nuclear menor e mais leve, mas a dúvida sobre se o regime teria capacidade para incluir uma arma atômica em um de seus mísseis continuava. O órgão responsável pela avaliação é um dos que defendeu de forma mais veemente que o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa - algo jamais comprovado, mas o suficiente para levar à invasão do Iraque pelos EUA na década passada.
Nesta quinta-feira, o presidente Barack Obama afirmou que os Estados Unidos trabalham diplomaticamente para reduzir as tensões com a Coreia do Norte, mas advertiu que Washington iria tomar “todas as medidas necessárias” para proteger o país e seus aliados.
- Este é o momento de a Coreia do Norte acabar com este tipo de abordagem agressiva que tem tomado e tentar acalmar os ânimos. Ninguém quer ver um conflito na Península Coreana - disse Obama a jornalistas durante uma reunião na Casa Branca com o Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.
O documento da agência, produzido em março, foi distribuído a integrantes do alto escalão do governo americano e a parlamentares. A informação sobre a possível evolução no programa de armas nucleares norte-coreano foi feita pelo deputado republicano Doug Lamborn no meio de uma audiência sobre orçamento na comissão de Forças Armadas da Câmara americana com a presença do secretário de Defesa, Chuck Hagel, e do chefe do estado-maior conjunto das Forças Armadas, general Martin Dempsey. O militar lembrou a Lamborn que o relatório citado pelo deputado poderia ser confidencial e se absteve de falar sobre o tema. O texto do relatório foi obtido pelo jornal.
“A DIA avalia com moderada confiança que (a Coreia do) Norte atualmente tem armas nucleares capazes de liberação por mísseis balísticos, no entanto a confiabilidade será baixa”, disse Lamborn, citando o relatório da agência sobre o assunto.
Uma fonte oficial afirmou depois que a citação feita por Lamborn constava em um trecho do estudo que havia sido erroneamente colocado sob sigilo e que o deputado não fez nada de errado ao divulgar a declaração. Lamborn não disse qual seria o possível alcance dos mísseis nucleares.
Coreia do Sul pede diálogo
Especialistas dentro e fora do governo discordam a respeito de até que ponto a Coreia do Norte conseguiu desenvolver e fabricar um dispositivo nuclear que seja suficientemente pequeno para o uso em uma ogiva de míssil. Alguns acreditam que os norte-coreanos conseguiriam produzir um artefato que coubesse em mísseis antiquados, de alcance intermediário. Outros especialistas duvidam disso.
Seja como for, há dentro do governo dos Estados Unidos o consenso de que a Coreia do Norte não possui por enquanto uma bomba atômica que pudesse caber em mísseis de mais longo alcance, eventualmente capazes de atingir territórios norte-americanos.
Diante de crescentes ameaças norte-coreanas, a Coreia do Sul convidou Pyongyang ao diálogo nesta quinta-feira. Até o momento, Seul havia rejeitado categoricamente qualquer iniciativa de se sentar à mesa de negociações, acreditando que fazê-lo só alimentaria a provocação do Norte. Os países do G8, em reunião em Londres, pediram ainda à Coreia do Norte que evite mais provocações.
Em um comunicado transmitido nacionalmente, ministro da Unificação sul-coreano Ryoo Kihl-jae, lamentou a recente decisão do Norte de suspender a operação do complexo industrial Kaesong, o maior símbolo de cooperação entre as Coreias, e pediu ao país vizinho para não elevar ainda mais as tensões na Península Coreana.
- Esta é uma declaração pública de que o problema do complexo industrial Kaesong e os atos beligerantes do Norte devem ser resolvidos por meio do diálogo - disse o ministro.
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