quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Atraente, Confiante, Competente.

Atraente, Confiante, Competente.

Mídia, consumismo e o ideal do amante irresistível: o desempenho sexual mercantilizado pela lógica corporativa.


Parece não ser possível hoje viver, assistir ou relatar fatos sem que este sejam permeados pelos discursos da mídia. Nossa sociedade de consumo. As duas, inseparáveis, se retroalimentam. Impossível dissociá-las. Assim como o ato de se comunicar é condição inerente ao ser humano, também o são as práticas de consumo. Consumimos comunicação. Comunicamos ao consumir. "consumir significa investir no pertencimento á sociedade, tornar-se vendável". Assim sendo o consumo é algo central na vida do sujeito que almeje viver em sociedade.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

A Verdadeira Função do Detetive Profissional

A verdadeira Função do Detetive Profissional


No avanço dos tempos em que tudo se transforma e muda a cada minuto, muitos conceitos e preconceitos tem deixado de existir na década passada o serviço de investigação pouco era usado pelas classes B ou C não só por conta de recursos financeiros, mas tambem por diversos motivos que bloqueavam a pessoa a ter acesso ao investigador profissional e por conta disso muitos não faziam uso desse serviço que é indispensável  no mundo pós moderno, nos paises mais desenvolvidos como estados unidos e outros os detetives investigadores profissionais tem um valor maior perante a sociedade desses paises por conta da cultura e nivel de instrução, com o avanço e melhorias financeiras a sociedade brasileira de um modo geral pode perceber o qual necessario é o uso desses serviços que hoje já atende quase todas as classes e empresas em geral assim todos podem desfrutar de um serviço e um profissional da area de investigação.

O conceito de se tratar de um serviço misterioso e cheio de artimanhas já não predomina mais na carreira de um detetive profissional, os bons sempre se sobressaem ao mal, o sentido de mal aqui exposto é de que por conta de uma formação profissional prejudicada e sem a devida qualificação qualquer pessoa sem a devida comprovação por testes de aptidão e outros consegue hoje se intitular detetive, maculando assim a classe que hoje se encontra em estado de carência por conta de uma grande parte dos detetives não atenderem aos anseios das pessoas que os procuram um fator determinante é que muitos não acompanharam o avanço do mundo acreditam que somente pessoas das classes A e AA podem fazer uso dos seus préstimos, encarecendo o serviço e não atendendo as classes B,C.

O Papel do detetive profissional hoje é muito variado, estamos vivendo um momento diversificado a tão modo que pessoas procuram o serviço de um detetive por diversos motivos , antigamente os casos conjugais eram a procura de todos, hoje muito se mudou ate os animais de estimação entraram na mira dos detetives modernos agora se investiga o sumiço dos Pets, para tudo se utiliza o serviço de inteligência, uma pessoa ou empresa bem abastecida de informações precisas, certamente se encontra a muitos passos a frente de seus concorrentes ou oponentes, saber somente o que uma pessoa faz já não é o bastante a sede por informações seja de cunho conjugal ou empresarial é utilíssima nos dias de hoje.

O Detetive deve sempre esta atento aos sinais indicativos de seus clientes e pessoas que o procuram, elas sempre que algo mais no sentido de informação, deixou de ser somente a exclusividade de atendimento o ponto eixo do profissional de investigação privada hoje as pessoas querem exclusividade e efetividade na execução do serviço, clareza e verdade são hoje fundamentais para se ter uma cartela de clientes, além de uma equipe pronta e ajustada ao ditames do detetive, as provas colidas por um detetive profissional geralmente vai para na mão de um advogado por conta de processos judiciais, e essas provas não forem provas técnicas produzidas por um profissional da área de investigações privada competente, pode resultar em grandes danos ou percas irreversíveis para a pessoa que o contratou.   

sexta-feira, 21 de junho de 2013

ABIN monta rede para monitorar internet


ABIN monta rede para monitorar internet

Agentes foram deslocados de funções da Copa; capitais se preparam para novos atos

Alana Rizzo e Tânia Monteiro

Sem detectar as manifestações combinadas pelas redes sociais e que hoje terão como alvo o Palácio do Planalto, a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) montou às pressas uma operação para monitorar a internet. O governo destacou oficiais de inteligência para acompanhar, por meio do Facebook, Twitter, Instagram e WhatsApp, a movimentação dos manifestantes. A agência avalia que as tradicionais pastas do governo que tratavam de articulação com a sociedade civil perderam a interlocução com as lideranças sociais.

A decisão foi tomada após uma crise entre assessores civis da presidente Dilma Rousseff e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que não teriam alertado o Planalto das manifestações da semana passada em São Paulo, que desencadearam em uma onda de protestos no Brasil. Nos últimos dois meses, os agentes da ABIN e de outros órgãos de inteligência foram deslocados para a segurança da Copa das Confederações, negligenciando outras áreas.
Com a eclosão da crise, o potencial das manifestações passou a ser medido e analisado diariamente pelo Mosaico, sistema online de acompanhamento de cerca de 700 temas definidos pelo ministro-chefe do GSI, general José Elito. Nos relatórios, os oficiais da agência tentam antecipar o roteiro e o tamanho dos protestos, infiltrações de grupos políticos e até supostos financiamento dos eventos.
O GSI colocou grades duplas em torno do Palácio para reforçar a segurança para o protesto marcado para hoje. Em dias de manifestações, as instalações presidenciais são protegidas na parte interna pelos seguranças do GSI e pela Polícia do Exército e na parte externa pela Polícia Militar do Distrito Federal.
O secretário nacional de Articulação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, Paulo Maldos, disse que a redução de tarifas em diversas cidades, principalmente São Paulo e Rio, "não vão interromper o processo". Para Maldos, o fato "atende apenas" à reivindicação dos 20 centavos, mas há muitas outras apresentadas e que precisam ser atendidas.
Voz. No Planalto, segundo interlocutores de Dilma, a ideia é que, diante das demandas apresentadas, algumas tinham de começar a ser atendidas para que os manifestantes entendessem que sua voz, de fato, começa a ser ouvida. A redução da tarifas seria a primeira e isso ajudaria a arrefecer os ânimos, mas não a parar os protestos.
Esses mesmos auxiliares reconhecem que, como há muitos pleitos a serem atendidos, é preciso ampliar os canais de comunicação. Para esses interlocutores, o erro que levou o protesto a tomar grande proporção foi não ter havido negociação no início das manifestações.
Maldos afirmou "este grito" tem a ver com a inclusão social dos últimos dez anos, em referência ao período em que o País é governado pelo PT. "São setores que foram incluídos socialmente e estão cobrando mais coisas. Entraram no sistema, receberam um serviço e estão reclamando porque acham que ele não está bom. Eles têm todo o direito de achar que não está bom", comentou o secretário.
Na tentativa de reiterar a contribuição do governo, o Planalto distribuiu na quarta-feira uma nota em que lista as sete medidas já adotadas, entre elas desoneração da folha de pagamentos.


 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Detetive tenta extorquir locadora de veículos e é preso em shopping de luxo de SP


Detetive tenta extorquir locadora de veículos e é preso em shopping de luxo de SP
O detetive particular Amadeu Bertho da Silva, 41, foi preso em SP por tentativa de extorsão O detetive particular Amadeu Bertho da Silva, 41, foi preso em SP por tentativa de extorsão



A Polícia Civil em São Paulo prendeu em flagrante um detetive particular suspeito de tentar extorquir uma locadora de veículos em R$ 300 mil. A prisão aconteceu nessa terça-feira (21) em um shopping de luxo na zona oeste da capital, mas só foi divulgada nesta quarta-feira (22).
De acordo com o delegado titular do 15º DP (Itaim Bibi), Valter Sergio de Abreu, Amadeu Delanhy Bertho da Silva, 41, morador de Olinda (PE), teria colocado à empresa o valor como condição para não a expor em reportagens sobre vazamentos de dados de clientes.
Segundo o delegado, o primeiro contato do detetive aconteceu mês passado, quando ele teria ligado para a locadora e dito que teve acesso a informações de cartões de crédito de clientes dela.
"Ele falou com o diretor jurídico da locadora, afirmou que havia descoberto uma quadrilha de hackers que tinha roubado dados de cartões de clientes, em nível nacional, e ofereceu os serviços de desbaratamento dessa quadrilha para a empresa. O advogado disse que falaria com o alto comando da empresa –na verdade, checaria se os dados tinham vazado", disse o delegado.
No último dia 13, Silva teria mandado um e-mail à locadora no qual afirmara, entre outros pontos, ter sido procurado por um programa de TV para falar sobre "roubo de informações de empresas". "Nisso, ele disse ao diretor jurídico que havia gasto R$ 120 mil só para descobrir o ataque hacker e que podia trabalhar de outras formas para ser recompensado –caso contrário, procurado pelo programa, poderia colocar a empresa como 'vitrine' da matéria e contratar um escritório de advocacia para receber a reclamação dos clientes que fossem lesados pela quadrilha".
Conforme o policial, "a negociação prosseguiu como extorsão" –até que, um dia antes do encontro no café do shopping em São Paulo, o suspeito ainda teria ameaçado expor o caso em programa policial na TV. "Ele argumentou que o apresentador do programa era amigo dele", relatou o delegado.
Abreu afirmou que a prisão aconteceu quando ele receberia o dinheiro para não supostamente levar o caso à mídia. Indagado sobre as provas que subsidiam o indiciamento do detetive, o delegado citou o e-mail enviado à locadora e depoimentos de três funcionários relatando as ameaças.
"A empresa vai fazer uma auditoria interna para saber como parte desses dados de fato vazaram; já nós investigaremos se havia algum funcionário deles alimentando essa fraude", citou, referindo-se a um extrato com dados de cartões de crédito de clientes apresentado pelo detetive e reconhecido pelo diretor da empresa ao saber do suposto ataque hacker.
Silva não tem passagens pela polícia paulista, mas o 15º DP apura se ele tem passagens em outros Estados.
Se deu alguma justificativa ao ser preso? Segundo o delegado, "ele disse que oferecia um serviço para identificação de hackers e prisão dos autores, mas que não podia dizer mais nada a respeito".
O advogado informado na delegacia como representante do detetive não atendeu as ligações nos dois números de celular fornecidos no escritório, nem retornou o pedido de entrevista.
O crime de extorsão prevê pena de quatro a dez anos de reclusão. O detetive foi levado para a carceragem do 91º DP, de onde seria encaminhado a um CDP-2 (Centro de Detenção de Osasco (Grande SP).

Candidato em 2010, detetive não se elegeu

Segundo o levantamento "Políticos do Brasil", do jornalista Fernando Rodrigues, Amadeu foi candidato a deputado estadual em 2010 pelo PPS, em Pernambuco, mas não se elegeu --recebeu 941 votos, ou 0,2% do total.
À época, declarou à Justiça Eleitoral pouco mais de R$ 36 mil em bens.

Polícia prende detetive particular suspeito de tentativa de extorsão

Polícia prende detetive particular suspeito de tentativa de extorsão

Segundo polícia, ele exigiu R$ 300 mil de locadora de veículos.
Detetive teria ameaçado divulgar informações de clientes da empresa.


Um detetive particular, de 40 anos, foi preso em flagrante às 13h45 de terça-feira (21) durante uma tentativa de extorsão a uma locadora de veículos, na Zona Oeste de São Paulo, segundo a Secretaria da Segurança Pública. O detetive teria exigido R$ 300 mil para não levar informações de clientes da empresa a público em programas televisivos.
De acordo com o delegado Valter Sérgio de Abreu, titular do 15º Distrito Policial, o detetive teria descoberto um grupo de hackers que invadiu o sistema informatizado da locadora. Dessa forma, conseguiu acesso a dados confidenciais de clientes da empresa.
A partir do dia 25 de abril, o detetive entrou em contato com a diretoria da locadora e marcou o encontro de terça-feira. A Polícia Civil conseguiu efetuar a prisão em flagrante.
Em nota, a locadora de veículos informou que tomou as medidas cabíveis. A empresa também esclareceu que as informações de seu banco de dados estão preservadas.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A Carreira de Detetive Particular no Brasil.

A Carreira de Detetive Particular no Brasil.


Como iniciar nessa fantástica profissão, que como outras também tem seus espinhos!.

 

Ao falarmos de Detetive particular no Brasil, para aqueles que não tem nenhum conhecimento de como funciona essa misteriosa profissão parece ser como nos clichés de filmes policiais ou logo lembramos do mais famoso detetive da historia, Sherlock Homes, o emblemático detetive londrino que ate os dias de hoje continua a influenciar as mentes dos mais curiosos da vida alheia
Mas pouco se sabe sobre os mistérios dos detetives particulares brasileiros, muito se fala, mas até hoje não se tem ouvido nada conclusivo ou mais profundo sobre a profissão e que procura tal serviços.
Existe milhares de agência de detetives espalhadas no Brasil, e não é mistério que a profissão ainda é carente de uma lei que a regulamente, sabe se também que diversos projetos de leis tramitam na câmara e no congresso recentemente um projeto ganhou destaque na mídia pois foi aprovado na câmara dos deputados o PL 1211/11, mas não é somente isso que os detetives brasileiro necessitam.
Hoje para ser detetive é muito mais simples doque se imagina,          " basta ter aptidão para resolver problemas alheio", engana se que pensa assim, somenta na cidade de São Paulo já são mais 10.000 detetives cadastrados nas associações e entidades de classe além dos cursos espalhados pela cidade, e esse numero tende cada vez ser maior, levando em consideração que um em cada 5 pessoa que participaram de uma pesquisa teriam vontade de profissionalizar como detetive particular.
Assim como em nas outras profissão existe um requisito minimo básico, não para se fazer o curso mais sim para entrar nesse mercado, que parece ser aberto mais se colocarmos uma lupa bem em cima desse têma veremos que não é tão simples assim, Não basta ter somente aptidão para a coisa, existe uma gama de detetives que já estão nesse ramo a anos e alguns passão essa lendaria profissão de geração em geração, não é necessariamente via de regra mais a pessoa que vai iniciar nessa profissão deve estar atenta a isso, para evitar frustrações e problemas mais graves, pois um escritório de um detetive particular, pode se resumir em um verdadeiro confissionário, onde entra todo tipo de pessoas com diversos problemas e embusca de soluções, geralmente quem procura um detetive profissional já sabe oque está acontecendo, (se elas já sabem então oque elas procuram?) somente provas! o detetive particular é um coletador de provas, suas investigações iram se resumir em somente coletar as provas que evidênciam uma traição (em casos conjugais) parece simples.
Muito iniciantes na profissão de detetive tem dificuldades em conquistar a confiança dos seus clientes que cada ves mais estão criteriosos e sempre desconfiados, um bom detetive que se preze sabe principamente se estiver em fase inicial que não pode cometer erros que são quase imposivel nessa atividade por se tratar de um serviço complexo e de alto risco agregado
 Muitos iniciam na carreira de detetive atuando como free lance de agências, muitas delas utilizam de serviços tercerizados, em suma é claro que os clientes que contratam essas agências não sabem ao certo quem de fato que faz as investigações ou a coleta das provas para tais agências, ficando cada vez mais a merce de um serviço de má qualidade
Iniciar nessa atividade sem antes conhecer bem de perto como funciona pode ser uma forma de perde tempo e dinheiro e arranjar diversos problemas.
Aqueles que utrapaçam as barreiras inicial desfrutam de uma profissão fantastica que ao contrário de muitas irá conhecer o mais negro do abismos que um ser humano pode ir para tentar enganar outra pessoa, e o detetive é o profissional responsavel em desmacarar tudo isso.     


 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

"Políticos temem ser 'trollados' na internet", diz especialista



"Políticos temem ser 'trollados' na internet", diz especialista

Para o professor Celso Figueiredo Neto, da Universidade Mackenzie, poder das petições e abaixos-assinados eletrônicos é o de constranger os políticos

MARCELO OSAKABE
Nos últimos anos, uma série de abaixo-assinados e petições ganharam proporções na internet, em redes sociais como o Facebook e em sites que hospedam petições, omo o avaaz. A última delas foi contra a permanência do deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que reuniu
455 mil assinaturas. Embora muitos tenham uma atitude cética em relação a esses movimentos, para o professor Celso Figueiredo Neto, especialista em Comunicação pela Universidade Mackenzie, a internet e as redes sociais podem não apenas potencializar as formas de participação do cidadão comum, mas também transformar a própria maneira como ele é percebido pela classe política. Segundo ele, que trata do tema em artigo no recém lançado livro Propaganda política - Estratégias e história das mídias (Manhanelli Editorial), a grande novidade desses movimentos é prescindir de líderes carismáticos ou poderosos.
"A grande mudança que as petições via web trazem é a ausência de líderes. O modelo tradicional exige a presença de políticos de renome nas manifestações, em cima do carro de som discursando. O modelo baseado nas redes sociais prescinde de líderes tanto entre os organizadores dos eventos quanto entre os manifestantes. Repare que em todos os movimentos citados não sabemos nomear quem está por trás das manifestações", diz.
>>Mais entrevistas
ÉPOCA – Uma série de abaixo-assinados tem percorrido à internet, sobre os mais variados temas. Alguns poucos, como o da Ficha-Limpa, com dois milhões de assinaturas, tiveram sucesso. Outros, como o que era contrário à eleição de Renan Calheiros para presidir o Senado (1,6 milhão), fracassaram. Como podemos medir o poder real desse instrumento, e o que faz de um abaixo assinado desses ter poder ou não?
Celso Figueiredo Neto –
A tendência é os políticos utilizem as redes sociais de modo cada vez mais intenso, buscando contato com seus eleitores. Nessas condições as enquetes promovidas pelos políticos em seus sites, os abaixo-assinados preenchidos via Facebook e entregues as autoridades são uma maneira de o político "tirar a temperatura" da sociedade em relação aos mais variados temas. Por outro lado, essa aproximação tende a aumentar a cobrança do eleitor/ativista em relação ao seu deputado. Assim, parece-me haver certo receio por parte dos políticos de envolverem-se ou encamparem manifestações nas redes sociais, pois sabem que, se depois, por quaisquer motivos, "traírem" o movimento, serão cobrados e cobrados nas redes sociais, com potencial risco para sua imagem pública. Esse é o poder que as redes sociais parecem estar estabelecendo. Sua capacidade de destruir a imagem pública desse ou daquele personagem é relevante e muitos políticos não se aproximam delas ou fingem ignorá-las por receio de serem “trollados”, ou seja, perseguidos.
>>Joaquim Falcão: "A lealdade política não se sobrepõe à livre convicção"
ÉPOCA – Neste ano, tivemos importantes manifestações que se alastraram na internet, como os protestos contra a volta do senador Renan Calheiros (PMDB) à presidência do Senado e o pastor Marco Feliciano (PSC-SP). Entretanto, nenhuma das duas parece ter surtido efeito. Quais limites o senhor enxerga nesse 'ativismo de sofá'?
Figueiredo Neto –
O ativismo via redes sociais é uma maneira prática e desvinculada de estruturas políticas tradicionais de participação popular no sistema político. Entretanto, como é um modo novo de relacionamento social, esse sistema não tem o mesmo respeito da sociedade que os modos tradicionais de manifestação. Não podemos estabelecer limite já que é uma tendência consistente e que mantém em crescimento constante desde o advento das redes sociais. Como as manifestações via redes sociais está em franca expansão, seria precipitado apontar um limite. Fechar os olhos para esse tipo de participação popular, por outro lado, me parece temerário.
ÉPOCA – Por outro lado, causas que tem menos a ver com a rotina dos partidos e do Congresso em si, como a Marcha da maconha e redução da maioridade penal, após o assassinato do estudante Hugo Deppman, ou mesmo o combate à homofobia resultante da polêmica envolvendo o pastor Feliciano, parecem ter ganhado em simpatizantes até ilustres como FHC em relação à maconha ou Daniela Mercury em relação ao orgulho homossexual, embora isso ainda não tenha sido traduzido em conquistas efetivas. É possível estabelecer algum limite para esse tipo de ação?
Figueiredo Neto –
É impossível propor limites para fatos sociais extremamente recentes. Contudo, o que se pode afirmar é que as redes sociais tem se demonstrado opção para a sociedade externar seu pensamento acerca das questões em que está inserida. Um fator que deve ser considerado é a discrepância entre a pauta do Congresso e a das redes sociais. É possível considerar a questão da representatividade política estaria sendo posta em xeque. Uma vez que muitos dos temas discutidos no Congresso são ignorados pelos cidadãos e, por oposto, temas socialmente relevantes presentes nas redes sociais são ignorados pelo Congresso. Nesse sentido é possível enxergar essa questão de duas maneiras: ou estamos tratando de mundos distintos, paralelos, que não se relacionam ou estamos diante de um sistema de comunicação, conclamação e manifestação popular que subverte o sistema político tradicional e rompe a ideia de representatividade do político em relação à sociedade.
>>Fernando Henrique Cardoso: "Há um sentimento mudancista"
ÉPOCA – Esse novo tipo de comportamento já demonstra alguma mudança em relação aos antigos modos de se protestar?
Figueiredo Neto –
A grande mudança que as petições via web trazem é a ausência de líderes. O modelo tradicional exige a presença de políticos de renome nas manifestações, em cima do carro de som discursando. O modelo baseado nas redes sociais prescinde de líderes tanto entre os organizadores dos eventos quanto entre os manifestantes. Repare que em todos os movimentos citados não sabemos nomear quem está por trás das manifestações. Até agora tínhamos a seguinte situação: um líder político, artista, ou sindicalista, que alavancava sua notoriedade abraçando causas e conclamando pessoas a participarem. Primavera árabe, Occupy Wall Street, Marcha da Maconha e das Vadias, campanhas contra Renan e Feliciano, nenhuma delas tem uma figura central. É claro que continua sendo necessário haver alguém para organizar, incentivar, postar mensagens conclamando os cidadãos, mas não é mais obrigatório se essa ou aquela determinada pessoa ou rosto. Podemos ler isso como uma eventual reação ao excesso de celebridades, embora o apoio delas seja benéfico. Numa perspectiva mais otimista, as redes sociais estariam trazendo de volta os conceitos originais de democracia. Não custa sonhar.
ÉPOCA – O que falta por parte dos organizadores e também dos cidadãos brasileiros que participam desses protestos para tornarem suas manifestações mais efetivas, quer dizer, que consigam maior ressonância na classe política?
Figueiredo Neto –
Ao organizador, cabe a ele a difícil tarefa de incentivar, conclamar a participação popular sem se tornar tendencioso ou proselitista. Não é tarefa simples. Para o cidadão, entendo que a maioria das pessoas que assinam petições como a de Belo Monte, por exemplo, pouco sabem das várias questões que estão ali implicadas. Há, portanto, certa superficialidade na população, muitas vezes assinando uma petição porque é "cool" participar, mudando o nome para um termo indígena e coisas do gênero. Também, considero que o baixo comparecimento nos eventos marcados tende a diminuir a força de pressão desse tipo de manifestação. Mas é preciso levar em conta que mesmo que tenhamos, digamos 5 mil confirmações de participação em um evento e apenas 500 pessoas comparecendo, o fato é que 500 pessoas compareceram - isso é relevante, pois antes dessa ferramenta social, não se conseguia reunir público em torno de uma demanda social, a não ser com a presença de grandes celebridades ou em temas de amplo impacto social, como as diretas já, ou os caras-pintada.

O professor Celso Figueiredo Neto, da Universidade Mackenzie, escreveu artigo no livro Propaganda política - Estratégias e história das mídias  (Foto: Rogério Cassimiro)