quinta-feira, 23 de maio de 2013

Detetive tenta extorquir locadora de veículos e é preso em shopping de luxo de SP


Detetive tenta extorquir locadora de veículos e é preso em shopping de luxo de SP
O detetive particular Amadeu Bertho da Silva, 41, foi preso em SP por tentativa de extorsão O detetive particular Amadeu Bertho da Silva, 41, foi preso em SP por tentativa de extorsão



A Polícia Civil em São Paulo prendeu em flagrante um detetive particular suspeito de tentar extorquir uma locadora de veículos em R$ 300 mil. A prisão aconteceu nessa terça-feira (21) em um shopping de luxo na zona oeste da capital, mas só foi divulgada nesta quarta-feira (22).
De acordo com o delegado titular do 15º DP (Itaim Bibi), Valter Sergio de Abreu, Amadeu Delanhy Bertho da Silva, 41, morador de Olinda (PE), teria colocado à empresa o valor como condição para não a expor em reportagens sobre vazamentos de dados de clientes.
Segundo o delegado, o primeiro contato do detetive aconteceu mês passado, quando ele teria ligado para a locadora e dito que teve acesso a informações de cartões de crédito de clientes dela.
"Ele falou com o diretor jurídico da locadora, afirmou que havia descoberto uma quadrilha de hackers que tinha roubado dados de cartões de clientes, em nível nacional, e ofereceu os serviços de desbaratamento dessa quadrilha para a empresa. O advogado disse que falaria com o alto comando da empresa –na verdade, checaria se os dados tinham vazado", disse o delegado.
No último dia 13, Silva teria mandado um e-mail à locadora no qual afirmara, entre outros pontos, ter sido procurado por um programa de TV para falar sobre "roubo de informações de empresas". "Nisso, ele disse ao diretor jurídico que havia gasto R$ 120 mil só para descobrir o ataque hacker e que podia trabalhar de outras formas para ser recompensado –caso contrário, procurado pelo programa, poderia colocar a empresa como 'vitrine' da matéria e contratar um escritório de advocacia para receber a reclamação dos clientes que fossem lesados pela quadrilha".
Conforme o policial, "a negociação prosseguiu como extorsão" –até que, um dia antes do encontro no café do shopping em São Paulo, o suspeito ainda teria ameaçado expor o caso em programa policial na TV. "Ele argumentou que o apresentador do programa era amigo dele", relatou o delegado.
Abreu afirmou que a prisão aconteceu quando ele receberia o dinheiro para não supostamente levar o caso à mídia. Indagado sobre as provas que subsidiam o indiciamento do detetive, o delegado citou o e-mail enviado à locadora e depoimentos de três funcionários relatando as ameaças.
"A empresa vai fazer uma auditoria interna para saber como parte desses dados de fato vazaram; já nós investigaremos se havia algum funcionário deles alimentando essa fraude", citou, referindo-se a um extrato com dados de cartões de crédito de clientes apresentado pelo detetive e reconhecido pelo diretor da empresa ao saber do suposto ataque hacker.
Silva não tem passagens pela polícia paulista, mas o 15º DP apura se ele tem passagens em outros Estados.
Se deu alguma justificativa ao ser preso? Segundo o delegado, "ele disse que oferecia um serviço para identificação de hackers e prisão dos autores, mas que não podia dizer mais nada a respeito".
O advogado informado na delegacia como representante do detetive não atendeu as ligações nos dois números de celular fornecidos no escritório, nem retornou o pedido de entrevista.
O crime de extorsão prevê pena de quatro a dez anos de reclusão. O detetive foi levado para a carceragem do 91º DP, de onde seria encaminhado a um CDP-2 (Centro de Detenção de Osasco (Grande SP).

Candidato em 2010, detetive não se elegeu

Segundo o levantamento "Políticos do Brasil", do jornalista Fernando Rodrigues, Amadeu foi candidato a deputado estadual em 2010 pelo PPS, em Pernambuco, mas não se elegeu --recebeu 941 votos, ou 0,2% do total.
À época, declarou à Justiça Eleitoral pouco mais de R$ 36 mil em bens.

Polícia prende detetive particular suspeito de tentativa de extorsão

Polícia prende detetive particular suspeito de tentativa de extorsão

Segundo polícia, ele exigiu R$ 300 mil de locadora de veículos.
Detetive teria ameaçado divulgar informações de clientes da empresa.


Um detetive particular, de 40 anos, foi preso em flagrante às 13h45 de terça-feira (21) durante uma tentativa de extorsão a uma locadora de veículos, na Zona Oeste de São Paulo, segundo a Secretaria da Segurança Pública. O detetive teria exigido R$ 300 mil para não levar informações de clientes da empresa a público em programas televisivos.
De acordo com o delegado Valter Sérgio de Abreu, titular do 15º Distrito Policial, o detetive teria descoberto um grupo de hackers que invadiu o sistema informatizado da locadora. Dessa forma, conseguiu acesso a dados confidenciais de clientes da empresa.
A partir do dia 25 de abril, o detetive entrou em contato com a diretoria da locadora e marcou o encontro de terça-feira. A Polícia Civil conseguiu efetuar a prisão em flagrante.
Em nota, a locadora de veículos informou que tomou as medidas cabíveis. A empresa também esclareceu que as informações de seu banco de dados estão preservadas.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

A Carreira de Detetive Particular no Brasil.

A Carreira de Detetive Particular no Brasil.


Como iniciar nessa fantástica profissão, que como outras também tem seus espinhos!.

 

Ao falarmos de Detetive particular no Brasil, para aqueles que não tem nenhum conhecimento de como funciona essa misteriosa profissão parece ser como nos clichés de filmes policiais ou logo lembramos do mais famoso detetive da historia, Sherlock Homes, o emblemático detetive londrino que ate os dias de hoje continua a influenciar as mentes dos mais curiosos da vida alheia
Mas pouco se sabe sobre os mistérios dos detetives particulares brasileiros, muito se fala, mas até hoje não se tem ouvido nada conclusivo ou mais profundo sobre a profissão e que procura tal serviços.
Existe milhares de agência de detetives espalhadas no Brasil, e não é mistério que a profissão ainda é carente de uma lei que a regulamente, sabe se também que diversos projetos de leis tramitam na câmara e no congresso recentemente um projeto ganhou destaque na mídia pois foi aprovado na câmara dos deputados o PL 1211/11, mas não é somente isso que os detetives brasileiro necessitam.
Hoje para ser detetive é muito mais simples doque se imagina,          " basta ter aptidão para resolver problemas alheio", engana se que pensa assim, somenta na cidade de São Paulo já são mais 10.000 detetives cadastrados nas associações e entidades de classe além dos cursos espalhados pela cidade, e esse numero tende cada vez ser maior, levando em consideração que um em cada 5 pessoa que participaram de uma pesquisa teriam vontade de profissionalizar como detetive particular.
Assim como em nas outras profissão existe um requisito minimo básico, não para se fazer o curso mais sim para entrar nesse mercado, que parece ser aberto mais se colocarmos uma lupa bem em cima desse têma veremos que não é tão simples assim, Não basta ter somente aptidão para a coisa, existe uma gama de detetives que já estão nesse ramo a anos e alguns passão essa lendaria profissão de geração em geração, não é necessariamente via de regra mais a pessoa que vai iniciar nessa profissão deve estar atenta a isso, para evitar frustrações e problemas mais graves, pois um escritório de um detetive particular, pode se resumir em um verdadeiro confissionário, onde entra todo tipo de pessoas com diversos problemas e embusca de soluções, geralmente quem procura um detetive profissional já sabe oque está acontecendo, (se elas já sabem então oque elas procuram?) somente provas! o detetive particular é um coletador de provas, suas investigações iram se resumir em somente coletar as provas que evidênciam uma traição (em casos conjugais) parece simples.
Muito iniciantes na profissão de detetive tem dificuldades em conquistar a confiança dos seus clientes que cada ves mais estão criteriosos e sempre desconfiados, um bom detetive que se preze sabe principamente se estiver em fase inicial que não pode cometer erros que são quase imposivel nessa atividade por se tratar de um serviço complexo e de alto risco agregado
 Muitos iniciam na carreira de detetive atuando como free lance de agências, muitas delas utilizam de serviços tercerizados, em suma é claro que os clientes que contratam essas agências não sabem ao certo quem de fato que faz as investigações ou a coleta das provas para tais agências, ficando cada vez mais a merce de um serviço de má qualidade
Iniciar nessa atividade sem antes conhecer bem de perto como funciona pode ser uma forma de perde tempo e dinheiro e arranjar diversos problemas.
Aqueles que utrapaçam as barreiras inicial desfrutam de uma profissão fantastica que ao contrário de muitas irá conhecer o mais negro do abismos que um ser humano pode ir para tentar enganar outra pessoa, e o detetive é o profissional responsavel em desmacarar tudo isso.     


 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

"Políticos temem ser 'trollados' na internet", diz especialista



"Políticos temem ser 'trollados' na internet", diz especialista

Para o professor Celso Figueiredo Neto, da Universidade Mackenzie, poder das petições e abaixos-assinados eletrônicos é o de constranger os políticos

MARCELO OSAKABE
Nos últimos anos, uma série de abaixo-assinados e petições ganharam proporções na internet, em redes sociais como o Facebook e em sites que hospedam petições, omo o avaaz. A última delas foi contra a permanência do deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, que reuniu
455 mil assinaturas. Embora muitos tenham uma atitude cética em relação a esses movimentos, para o professor Celso Figueiredo Neto, especialista em Comunicação pela Universidade Mackenzie, a internet e as redes sociais podem não apenas potencializar as formas de participação do cidadão comum, mas também transformar a própria maneira como ele é percebido pela classe política. Segundo ele, que trata do tema em artigo no recém lançado livro Propaganda política - Estratégias e história das mídias (Manhanelli Editorial), a grande novidade desses movimentos é prescindir de líderes carismáticos ou poderosos.
"A grande mudança que as petições via web trazem é a ausência de líderes. O modelo tradicional exige a presença de políticos de renome nas manifestações, em cima do carro de som discursando. O modelo baseado nas redes sociais prescinde de líderes tanto entre os organizadores dos eventos quanto entre os manifestantes. Repare que em todos os movimentos citados não sabemos nomear quem está por trás das manifestações", diz.
>>Mais entrevistas
ÉPOCA – Uma série de abaixo-assinados tem percorrido à internet, sobre os mais variados temas. Alguns poucos, como o da Ficha-Limpa, com dois milhões de assinaturas, tiveram sucesso. Outros, como o que era contrário à eleição de Renan Calheiros para presidir o Senado (1,6 milhão), fracassaram. Como podemos medir o poder real desse instrumento, e o que faz de um abaixo assinado desses ter poder ou não?
Celso Figueiredo Neto –
A tendência é os políticos utilizem as redes sociais de modo cada vez mais intenso, buscando contato com seus eleitores. Nessas condições as enquetes promovidas pelos políticos em seus sites, os abaixo-assinados preenchidos via Facebook e entregues as autoridades são uma maneira de o político "tirar a temperatura" da sociedade em relação aos mais variados temas. Por outro lado, essa aproximação tende a aumentar a cobrança do eleitor/ativista em relação ao seu deputado. Assim, parece-me haver certo receio por parte dos políticos de envolverem-se ou encamparem manifestações nas redes sociais, pois sabem que, se depois, por quaisquer motivos, "traírem" o movimento, serão cobrados e cobrados nas redes sociais, com potencial risco para sua imagem pública. Esse é o poder que as redes sociais parecem estar estabelecendo. Sua capacidade de destruir a imagem pública desse ou daquele personagem é relevante e muitos políticos não se aproximam delas ou fingem ignorá-las por receio de serem “trollados”, ou seja, perseguidos.
>>Joaquim Falcão: "A lealdade política não se sobrepõe à livre convicção"
ÉPOCA – Neste ano, tivemos importantes manifestações que se alastraram na internet, como os protestos contra a volta do senador Renan Calheiros (PMDB) à presidência do Senado e o pastor Marco Feliciano (PSC-SP). Entretanto, nenhuma das duas parece ter surtido efeito. Quais limites o senhor enxerga nesse 'ativismo de sofá'?
Figueiredo Neto –
O ativismo via redes sociais é uma maneira prática e desvinculada de estruturas políticas tradicionais de participação popular no sistema político. Entretanto, como é um modo novo de relacionamento social, esse sistema não tem o mesmo respeito da sociedade que os modos tradicionais de manifestação. Não podemos estabelecer limite já que é uma tendência consistente e que mantém em crescimento constante desde o advento das redes sociais. Como as manifestações via redes sociais está em franca expansão, seria precipitado apontar um limite. Fechar os olhos para esse tipo de participação popular, por outro lado, me parece temerário.
ÉPOCA – Por outro lado, causas que tem menos a ver com a rotina dos partidos e do Congresso em si, como a Marcha da maconha e redução da maioridade penal, após o assassinato do estudante Hugo Deppman, ou mesmo o combate à homofobia resultante da polêmica envolvendo o pastor Feliciano, parecem ter ganhado em simpatizantes até ilustres como FHC em relação à maconha ou Daniela Mercury em relação ao orgulho homossexual, embora isso ainda não tenha sido traduzido em conquistas efetivas. É possível estabelecer algum limite para esse tipo de ação?
Figueiredo Neto –
É impossível propor limites para fatos sociais extremamente recentes. Contudo, o que se pode afirmar é que as redes sociais tem se demonstrado opção para a sociedade externar seu pensamento acerca das questões em que está inserida. Um fator que deve ser considerado é a discrepância entre a pauta do Congresso e a das redes sociais. É possível considerar a questão da representatividade política estaria sendo posta em xeque. Uma vez que muitos dos temas discutidos no Congresso são ignorados pelos cidadãos e, por oposto, temas socialmente relevantes presentes nas redes sociais são ignorados pelo Congresso. Nesse sentido é possível enxergar essa questão de duas maneiras: ou estamos tratando de mundos distintos, paralelos, que não se relacionam ou estamos diante de um sistema de comunicação, conclamação e manifestação popular que subverte o sistema político tradicional e rompe a ideia de representatividade do político em relação à sociedade.
>>Fernando Henrique Cardoso: "Há um sentimento mudancista"
ÉPOCA – Esse novo tipo de comportamento já demonstra alguma mudança em relação aos antigos modos de se protestar?
Figueiredo Neto –
A grande mudança que as petições via web trazem é a ausência de líderes. O modelo tradicional exige a presença de políticos de renome nas manifestações, em cima do carro de som discursando. O modelo baseado nas redes sociais prescinde de líderes tanto entre os organizadores dos eventos quanto entre os manifestantes. Repare que em todos os movimentos citados não sabemos nomear quem está por trás das manifestações. Até agora tínhamos a seguinte situação: um líder político, artista, ou sindicalista, que alavancava sua notoriedade abraçando causas e conclamando pessoas a participarem. Primavera árabe, Occupy Wall Street, Marcha da Maconha e das Vadias, campanhas contra Renan e Feliciano, nenhuma delas tem uma figura central. É claro que continua sendo necessário haver alguém para organizar, incentivar, postar mensagens conclamando os cidadãos, mas não é mais obrigatório se essa ou aquela determinada pessoa ou rosto. Podemos ler isso como uma eventual reação ao excesso de celebridades, embora o apoio delas seja benéfico. Numa perspectiva mais otimista, as redes sociais estariam trazendo de volta os conceitos originais de democracia. Não custa sonhar.
ÉPOCA – O que falta por parte dos organizadores e também dos cidadãos brasileiros que participam desses protestos para tornarem suas manifestações mais efetivas, quer dizer, que consigam maior ressonância na classe política?
Figueiredo Neto –
Ao organizador, cabe a ele a difícil tarefa de incentivar, conclamar a participação popular sem se tornar tendencioso ou proselitista. Não é tarefa simples. Para o cidadão, entendo que a maioria das pessoas que assinam petições como a de Belo Monte, por exemplo, pouco sabem das várias questões que estão ali implicadas. Há, portanto, certa superficialidade na população, muitas vezes assinando uma petição porque é "cool" participar, mudando o nome para um termo indígena e coisas do gênero. Também, considero que o baixo comparecimento nos eventos marcados tende a diminuir a força de pressão desse tipo de manifestação. Mas é preciso levar em conta que mesmo que tenhamos, digamos 5 mil confirmações de participação em um evento e apenas 500 pessoas comparecendo, o fato é que 500 pessoas compareceram - isso é relevante, pois antes dessa ferramenta social, não se conseguia reunir público em torno de uma demanda social, a não ser com a presença de grandes celebridades ou em temas de amplo impacto social, como as diretas já, ou os caras-pintada.

O professor Celso Figueiredo Neto, da Universidade Mackenzie, escreveu artigo no livro Propaganda política - Estratégias e história das mídias  (Foto: Rogério Cassimiro)

O sonho de parte do PT: Mantega governador de SP

O sonho de parte do PT: Mantega governador de SP

Para petistas, entre eles o ex-presidente Lula, o ministro pode ser a novidade para tirar o PSDB do Bandeirantes


O recente salto da inflação, simbolizado pelos reajustes no preço do tomate, não foi suficiente para abortar a decolagem da pré-candidatura de Guido Mantega ao governo de São Paulo. Pelo contrário. O ministro da Fazenda ganhou força – e novos seguidores no PT paulista, entusiasmados com a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva abraçar de vez a empreitada.
>>O tomate e a ameaça da inflação
Lula tem dito a interlocutores que a candidatura Mantega em São Paulo seria um grande reforço à luta da presidente Dilma Rousseff por mais quatro anos no Palácio do Planalto. Segundo o raciocínio, Mantega pode funcionar como um fio narrativo para o marqueteiro João Santana enfileirar as conquistas das gestões petistas na área econômica. Nessa narrativa, Mantega seria apresentado como o ministro que libertou o Brasil do FMI (Fundo Monetário Internacional), evitou que o país fosse engolido pela crise econômica europeia (em 2011) e ajudou Dilma e Lula a tirar milhões de brasileiros da miséria com os programas sociais federais, o crescimento do emprego e o incremento do consumo.
>>Mantega: governo pode adotar medidas impopulares para controlar a inflação 
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anuncia uma série de incentivos para produtores de álcool combustível e a indústria química (Foto: Antonio Cruz/ABr)
Mantega, segundo os advogados de sua candidatura, também pode ser apresentado ao eleitor paulista como um candidato “novo”. Afinal, jamais disputou uma eleição – assim como Dilma, em 2010, e Fernando Haddad, na disputa pela prefeitura de São Paulo no ano passado. No caminho do “plano Mantega”, estão primeiro outros petistas que há muito sonham com o Palácio dos Bandeirantes. Até agora, o favorito para ficar com a vaga de candidato do PT é o ministro Aloizio Mercadante (Educação). Ele conta com a simpatia da presidente Dilma, mas setores do partido temem que ele seja identificado pelo eleitor paulista como um “nome antigo”.
>>Dilma, Economist e nacionalismo
Mercadante já concorreu ao governo paulista – em 2010 e 2006, quando sua campanha foi marcada pelo escândalo dos “aloprados” (compra de um falso dossiê contra tucanos). O ministro acabaria absolvido no Supremo Tribunal Federal de qualquer acusação. Nada jamais for provado contra ele, mas os partidários da candidatura Mantega temem que ele não consiga imprimir à campanha uma marca que vem dando certo em termos eleitorais ao PT: a da renovação.
O outro adversário de Mantega, o ministro Alexandre Padilha (Saúde), personifica a novidade política. Também nunca disputou eleições e tem apenas 41 anos de idade. Padilha está em campanha aberta dentro do partido e percorre o interior de São Paulo para se tornar mais conhecido. No entanto, começa a se cristalizar no PT e no governo federal a ideia de que Padilha não possui uma “marca forte” à frente da sua pasta. Pesquisas indicam que os brasileiros apontam a saúde como o principal problema do país, e Padilha não possui no bolso bandeiras com força eleitoral, como os medicamentos genéricos foram para o tucano e ex-ministro da Saúde José Serra, em 2002.
Se contar com o apoio de Lula, o maior desafio de Mantega para viabilizar sua candidatura seria o controle da inflação. Diante da pergunta “E se a inflação explodir de vez?”, os entusiastas da candidatura Mantega respondem: “Aí qualquer candidato do PT terá muitas dificuldades em qualquer eleição”. Em seguida, afirmam achar pouco provável um cenário de catástrofe econômica até a eleição presidencial, no final do ano que vem.
Antes de escolher seu candidato para o governo paulista, Lula e o PT ainda trabalham na primeira fase de sua estratégia para tirar o controle do Estado do PSDB: a de pulverizar a votação no primeiro turno. Conforme revelou a coluna de Felipe Patury, com base na mais recente pesquisa realizada pelo PSDB paulista, os tucanos projetam em 50% as chances do governador Geraldo Alckmin em um eventual segundo turno contra um candidato petista. Seriam condições iguais para os dois lados na segunda e decisiva etapa da eleição. Por isso, os tucanos tentarão decidir a eleição já no primeiro turno, como ocorreu em 2006 e 2010.
A principal lição que os tucanos tiraram da pesquisa diz respeito ao deputado Celso Russomanno (PRB), que hoje tem de 15% a 17% das intenções de voto. Quando Russomanno aparece na disputa, as intenções de voto em Alckmin diminuem consideravelmente. Evitar que o deputado do PRB concorra é o sonho do PSDB paulista neste momento.
O ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD), até agora com sinal verde do PT, constrói sua pré-candidatura e já começa a montar uma equipe de comunicação. No PT, a esperança é que ele tire votos de Alckmin na Grande São Paulo. Desde a reeleição de Mario Covas, em 1998, após uma árdua batalha contra Paulo Maluf (PP) no segundo turno, os líderes do PSDB paulista não se mostravam tão apreensivos quanto às chances de manter sua longa hegemonia à frente do governo de São Paulo. Em conversas reservadas, secretários da gestão tucana, deputados do partido e responsáveis pelas estratégias de comunicação e marketing do PSDB prevêem uma campanha difícil para Alckmin. Os petistas estão cada vez mais animados.

Lula privatizou a si mesmo

Lula privatizou a si mesmo



O Ministério Público pediu à Polícia Federal abertura de inquérito contra Lula. A base do pedido é a denúncia de Marcos Valério, que o acusa de ter intermediado um repasse de R$ 7 milhões de uma telefônica para o PT. Valério afirmou que foi a Portugal em 2005 para preparar essa operação.

O Ministério Público parece que bebe. Será possível que os procuradores ainda não entenderam? Lula não sabia. Tanto não sabia, que até outro dia afirmava, para quem quisesse ouvir, que o mensalão não existiu. A condenação de seus companheiros mensaleiros, aliás, deve ter sido um choque para ele. Se é que ele já sabe o que aconteceu no Supremo Tribunal Federal.

É uma injustiça essa suspeita de armação petista para sugar milhões de uma empresa privada de telefonia. Todos sabem que o PT prefere extorquir empresas públicas. Até porque as estatais são coisa nossa (deles). Com tanto trabalho para chegar ao poder e passar a ordenhar os cofres do Banco do Brasil, da Caixa Econômica, do BNDES, por que Lula e sua turma perderiam tempo achacando uma telefônica portuguesa?

Ao receber a notícia sobre o inquérito contra Lula por suspeita de envolvimento com o valerioduto, José Dirceu reagiu imediatamente. E disparou o argumento fulminante: o mensalão não existiu. Se existe alguém com autoridade para afirmar isso, esse alguém é José Dirceu. Condenado a dez anos de prisão, ele sabe que essas coisas que não existem podem dar uma dor de cabeça danada. Se Lula não sabia de algo que não existiu, nada melhor do que ser defendido pelo lendário Dirceu, guerreiro do povo brasileiro – personagem que também não existe.

Enquanto o filho do Brasil espera esfriar a denúncia do pedágio colhido com a telefônica, recebe a solidariedade dos fiéis por seu trabalho com as empreiteiras. Sabe-se agora que Lula fez uma série de viagens internacionais bancadas por algumas grandes construtoras brasileiras. Ele explicou que isso foi um ato patriótico – foi ajudar empresas nacionais a fazer negócios no estrangeiro, para o bem do Brasil. Não restam mais dúvidas: a vida é bela. E é feita de gestos nobres como este: um ex-presidente aproveita seu tempo livre para fazer boas ações, ajudando empresários a ganhar dinheiro no exterior, porque país rico é país sem pobreza empresarial.
Com tanto trabalho ordenhando estatais, por que perder
tempo com uma telefônica privada portuguesa? 
Aí surge um comovente coro de progressistas, éticos e crédulos para afiançar as turnês lulistas, gritando que Lula não fez nada demais. De acordo com a nova moral da república companheira, não fez mesmo. Qual o problema de o líder máximo do partido que governa o país desenvolver uma relação particular (ou patriótica) com grandes empreiteiras que têm o governo como cliente? Que mal haveria na ajuda de Lula a empresas decisivas no jogo político, com suas doações às campanhas eleitorais? Qual o problema de Lula ter viajado para a Venezuela para arrancar de Hugo Chávez US$ 1 bilhão, devido a uma dessas empreiteiras, que pagou a viagem de Lula? E se essa empresa for a mesma que realizará seu sonho de construir o estádio do seu clube de coração para a Copa do Mundo, fazendo a alegria de milhões de torcedores-eleitores fiéis?

Não tem problema nenhum. Esse é o Brasil moderno, onde as coisas acontecem às claras, inclusive o tráfico de influência. A não ser quando o ministro do Desenvolvimento declara secretos os documentos de financiamentos do BNDES a Cuba e Angola, para obras dessas mesmas construtoras amigas de Lula. Deve ser para a imprensa burguesa não meter o bedelho – sempre uma boa causa. Por acaso, o ministro do Desenvolvimento é Fernando Pimentel, amigo de Dilma que prestou consultorias milionárias à indústria de Minas Gerais. Como se sabe, essas consultorias nunca foram demonstradas. Devem ter sido também apenas um ato patriótico, nova definição para o velho ditado “uma mão lava a outra”.

Pelo visto, a mão que nenhuma outra lavou no final das contas foi a do companheiro Valério – logo ele, que lavou tanto para tanta gente. Agora, o operador do mensalão que não existiu quer mostrar a mão grande do chefe. Será mais um susto. Ele não sabia.

Não deixe o governo levar seu dinheiro

Não deixe o governo levar seu dinheiro


Desde 1° de março, a Receita Federal recebe as declarações de ajuste anual do Imposto de Renda das pessoas físicas. É um momento de dolorosa reflexão para quem é obrigado a declarar. Pois é quando apuramos a gorda parcela de nossa renda confiada ao governo, que há séculos mantém a tradição de administrá-la de maneira, digamos, pouco eficiente.

Se gerir recursos de maneira produtiva e benéfica não é o forte do Estado brasileiro, a declaração de renda traz uma verdadeira oportunidade de reaver parte disso. Com rendimentos e bens, podemos declarar despesas dedutíveis, condições de isenção, investimentos em previdência e doações, que podem diminuir o imposto devido. Quando tratada com a devida seriedade, a declaração de renda permite que parte dos recursos permaneça ou volte para nossos bolsos. No mínimo, isso melhora nossa condição de prover nossa família com o que é oferecido precariamente pelo Estado.

É um erro negligenciar essa oportunidade. Muitos contribuintes assumem esse erro, confiando o preenchimento de sua declaração a terceiros, sem tomar conhecimento do assunto, ou limitando o controle de suas finanças ao mínimo necessário.

Assuma essa responsabilidade para você, mesmo que tenha algum trabalho. Não é errado pleitear elevados valores de restituição, desde que sua renda esteja declarada e que você tenha gastos dedutíveis para abater. Também não é errado declarar bens, doações e investimentos informais (como arte e joias), desde que você comprove a origem do dinheiro.

Muitos contribuintes tentam omitir da Receita Federal informações que são facilmente rastreadas em contracheques, extratos bancários e faturas de cartão de crédito. A Receita sabe quando você omite. O preenchimento preciso da declaração, com o intuito de identificar as vantagens que a lei lhe permite, é um direito seu e deve ser exercido com responsabilidade e cuidado.

Seu dinheiro vale mais em sua mão do que confiado ao Estado. Um plano de previdência privada lhe será mais vantajoso que contribuir ao INSS. Um plano de saúde oferecerá proteção para sua família superior à do SUS. Doar a instituições que permitam abater impostos fará com que sua ação social chegue integralmente a quem precisa.

Restituição do Imposto de Renda também é uma boa oportunidade de ganhos. Não lamente se, ao deixar para declarar mais para o fim de abril, sua restituição demorar a cair na conta. Enquanto a Receita Federal não lhe paga, o saldo a restituir é corrigido pela taxa Selic, sem tributação sobre a correção. Eis uma rara situação em que o governo é eficiente com nosso dinheiro, já que não existe aplicação de renda fixa tão rentável quanto essa.